domingo, 22 de junho de 2014

VAMOS VIVENDO


Eu chego no bar sozinha porque entendo a diferença entre solitude e amigos que também necessitam de tempo para suas próprias rotinas e que, por isso, nem sempre estão presentes. Eu continuo me doando (além do que devia) mesmo que não haja reciprocidade, porque não sei porquê, nem para que, me coloco no lugar das pessoas. Eu tenho dias que tenho vontade de largar tudo, mas minha fé fala mais alto e me lembro que não sou a única a passar por mazelas nesse mundo. Vivo insatisfeita comigo, mas não perco a esperança de levantar da cama um pouquinho melhor a cada dia.



terça-feira, 17 de junho de 2014

QUEM SABE...

Foto: Lucélia Zani
Há manhãs que gasto mais tempo que o comum durante o banho. É como se prolongar esse momento significasse protelar o início do dia e essa ingênua impressão gera a falsa sensação de que o dia vai ser um pouquinho mais curto e, por isso, mais fácil também. Quem sabe hoje dá certo, não é mesmo?

P.S.: Um dia de cada vez.

domingo, 15 de junho de 2014

NOVAS JANELAS


Com o passar dos anos a gente começa a reconhecer, entender e aceitar com um pouco mais de facilidade quando uma etapa chega ao fim. A armadura tende a engrossar e a compreensão dos por quês tardam menos a chegar. Tudo isso é fácil de constatar. O que quero saber é como fica a alma no fim das contas.

P.S.: "Sei lá, tá tudo coisado."

sábado, 31 de maio de 2014

MAIS UM


Hoje vi uma estrela cadente durante o voo e até sorri por conta da simplicidade do meu pedido. Com o passar dos anos as necessidades mudam, as turbulências passam a fazer mais sentido e mesmo que a vida não esteja do jeito que eu gostaria (que bom, porque conformismo não me apetece), o saldo está de muito bom tamanho. Viva mais um calendário para a minha coleção. Com as ruguinhas (alguma revendedora de Renew por aí?) chega também maturidade.

P.S.: "O que você vive ninguém rouba."

quarta-feira, 9 de abril de 2014

CONTANDO CARNEIRINHOS


Concentrei-me em buscar lembranças positivas enquanto o sono custava a vir e fiquei surpresa com as memórias que vieram acariciar meus pensamentos; cenas da infância. 

Vi minha mãe me ensinando a rezar antes de dormir, na época que eu ainda tinha cabelo em forma de cachinhos, me recordei de quando pegava no sono deitada no colo de meu pai durante a exibição de novelas da extinta Manchete e sorri ao me lembrar da minha avó ensinando a recolher ovos de galinhas nos ninhos durante as férias escolares. 

Entendi que todas essas vivências fazem parte do pedacinho de gente em constante busca por evolução que sou hoje. De lá pra cá muita coisa mudou, naquela época eu não precisava contar rebanhos inteiros de carneirinhos!

P.S.: "Diga não quando quer dizer não. Este pode ser o maior economizador de tempo da sua vida."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

PARABÉNS PRA QUEM, QUANDO, COMO ONDE E POR QUÊ?

Minha auxiliar na edição
Parabéns pra gente que não tem salário de médico, mas que também faz plantão aos sábados, domingos, feriados, Natal e Dia das mães. Parabéns pra gente que é cobrado pela família por não aparecer na televisão. Parabéns pra gente que é visto como sabe-tudo. Parabéns pra gente que dificilmente se imagina atuando em outra área profissional. 

Parabéns pra gente que tem a essência adolescente de tentar fazer a diferença positiva no mundo. Parabéns pra gente que preferia nossa parte em dinheiro. Parabéns pra gente que sua pra criar o off 1, a linha-fina ou a chamada, que se espreme em coletivas, vê a pauta cair quando já tinha desligado o computador, que contesta o editor mentalmente, que edita e é apelidado de "mãos-de-tesoura", que tem de improvisar quando cai o TP e que mais parece um nômade colecionador de histórias. 

Menos clichê, nada de rotina e muitas exclusivas pra nossa vida!

Parabéns, jornalistas!

P.S.: Contagem regressiva para dar trégua ao despertador, ao soneca 1, ao soneca 2, ao soneca 3...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ARRANHÕES SÃO ACEITOS

Pés tortos, mas coração bom.


Ao contrário do que diz a maioria dos poetas, acredito que nem sempre há palavras para descrever ou colocar pra fora tudo aquilo que o coração da gente sente e, deve ser por esse motivo que Deus nos permite sorrir ou chorar. 

Como sou teimosa, não me contento em debulhar lágrimas e tento, em vão, extravasar o que sinto por meio das palavras nascidas dos meus dedos.


Depois que a gente entende quão valiosa é a nossa paz aprende a suportar o caos e a sair dele com poucos e valiosos arranhões. As cicatrizes, tão importantes quanto os sorrisos, fazem parte do compêndio raro que nos define. Essa é a vida.


P.S.: "O Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores." - ESE