Eu chego no bar sozinha porque entendo a diferença entre solitude e amigos que também necessitam de tempo para suas próprias rotinas e que, por isso, nem sempre estão presentes. Eu continuo me doando (além do que devia) mesmo que não haja reciprocidade, porque não sei porquê, nem para que, me coloco no lugar das pessoas. Eu tenho dias que tenho vontade de largar tudo, mas minha fé fala mais alto e me lembro que não sou a única a passar por mazelas nesse mundo. Vivo insatisfeita comigo, mas não perco a esperança de levantar da cama um pouquinho melhor a cada dia.
Com o passar dos anos a gente começa a reconhecer, entender e aceitar com um pouco mais de facilidade quando uma etapa chega ao fim. A armadura tende a engrossar e a compreensão dos por quês tardam menos a chegar. Tudo isso é fácil de constatar. O que quero saber é como fica a alma no fim das contas.
P.S.: "Sei lá, tá tudo coisado."






