sexta-feira, 27 de julho de 2012

RESPOSTA


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." - Eclesiastes 3 : 1

P.S.: Eternamente agradecida!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DIFERENTE

Tudo é passível de mudança. O mundo dá voltas.
 Depois de anos de convivência diplomática ele resolveu bater à porta da casa nova.

Não tenho dúvida de que, se pudesse falar, aquele tapete colocado estrategicamente no centro da sala desabafaria que o visitante e eu parecíamos dois desvairados, falantes, na vã tentativa de esgotar todo o assunto acumulado durante o decorrer de muito tempo.

Tento recordar-me se em algum momento daquelas quatro horas de prosa o silêncio se fez presente. Acho que não. Até mesmo na hora de provar a comida de vó, que ele preparou excepcionalmente para fazer um agrado a mim, fizemos questão de perder a etiqueta, e, com a boca cheia, entre uma mordida e outra, não conseguimos calar o impulso de falar, falar e falar.

Acho difícil tentar explicar como foi. Talvez tenha sido...diferente. Isso, foi assim que me senti diante daquela reaproximação, diferente. Também houve uma boa pitada de contentamento e a noite terminou com a certeza de que o mundo é realmente dá muitas voltas.

P.S.: "Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir!"

quarta-feira, 25 de julho de 2012

LÊ QUEM É CAPAZ

Sou como um livro,
Há quem me interprete pela capa.
Há quem me ame apenas por ela. 


Há quem viaje em mim.
Há quem viaje comigo.
Há quem não me entende. 


Há quem nunca tentou.
Há quem sempre quis ler-me.
Há quem nunca se interessou. 


Há quem leu e não gostou.
Há quem leu e se apaixonou. 


Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. 
Há quem só perceba teoria e objetividade.
Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim. 



(Autoria desconhecida)


P.S.: É verdade que nunca fui fã de operações matemáticas, apesar disso, aprendi que simplificar é quase sempre o melhor caminho.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

INTERIOR PAULISTA


Fevereiro de 1989

De dia o cheiro era do jardim da casa onde cresci. Pouco mais tarde (se é que seis horas da manhã pode ser considerado um horário mais ou menos tarde) sempre tinha aquele cheiro de alho que vinha da marmita que a vizinha preparava para o marido. Era fácil adivinhar o cardápio do dia nas residências ao redor.

Alguns moradores da esquina vi crescer e um da direita vi morrer. Na família que morava do outro lado tínhamos plena confiança e eram eles que guardavam as chaves da nossa casa em situações de emergência (como o aparelho celular fazia falta naquela época).

Não era difícil saber que o João e a Rosa discutiam todos os dias. Ju e família assistiam TV em alto volume e davam gargalhadas ao ver o Programa do Jô em um horário que a maioria dos vizinhos já esquentava as camas com os corpos preparados para a labuta do dia seguinte.

Por lá são poucos os prédios, mas nas ruas tem carros novos daqueles que nem anúncio na televisão tem ainda. O que não tem por lá é cheiro de trânsito. Depois que a noite cai, tem lugar da cidade com aroma de cachorro-quente, gosto de terra molhada e morador sentado na cadeira de área, colocada estrategicamente na calçada, para observar o movimento nas ruas. Também tem lugar com cheiro de mato, mato mesmo, e muitas casas em construção.

Foi nesse lugar, com menos de duzentos mil habitantes, que nasci e cresci cercada por valiosas percepções. E é para essa mesma Terra que volto sempre que preciso recarregar as energias. Ter raízes é fundamental para manter a base estruturada.

P.S.: Recalculando rota e fazendo reajustes!

terça-feira, 17 de julho de 2012

LABUTA

Um ano de trabalho no SBT Interior. Quem é que pode segurar esse tempo? Corre mais que criança pequena.

Fazer o que a gente gosta não dá trabalho

P.S.: "Ê, saudade que bate no meu coração". Vemnimim, ponte aérea!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

TUDO DE BOM

"O mundo é bão, Sebastião"
Morango com chocolate derretido
Coca Cola gelada e em garrafa de vidro
Cochilo no sofá depois de um dia corrido
Sussurros picantes ao pé do ouvido


Sobremesa de vó no domingo
Receber SMS surpresa de um grande amigo
Observar o seu amor quando ele estiver dormindo
Perceber que em meio a uma grande fila há uma criança que, para você, olha sorrindo


A sensação singular que chega logo após se fazer caridade
Entender que situações difíceis trazem maturidade
Segurar o diploma na mão depois de anos de faculdade
Aceitar que em quase tudo na vida mais importa a qualidade em vez da quantidade


Voar de avião, ir ao estádio ou dirigir pela primeira vez
Achar dinheiro perdido dentro do armário no fim do mês
Ter ao lado alguém que saiba nos trazer de volta à lucidez
Fazer o bem e ver a felicidade multiplicada por três


P.S.: Elaiá!







segunda-feira, 9 de julho de 2012

TRANQUILIZE


Permito-me agora, neste exato tiquetaquear dos ponteiros do relógio de cor reluzente que repousa involuntariamente sobre a cabeceira da minha cama, preocupar-me apenas em decidir se seco os cabelos recém lavados ou se contrario os conselhos da minha avó e aceito o risco de acordar resfriada amanhã.

Ultimamente tem sido assim, porque antecipar preocupações é abrir caminho à ansiedade, à frustração, ao erro. E, se há escolhas que possam ser feitas, opto sem sequer pestanejar, por colher as mais tranquilas delas. Isso porque, na maioria das vezes, a tranquilidade nos guia até a sabedoria e depois, a sabedoria nos leva até a tranquilidade.

Agora permito a mim mesma obedecer aos merecidos bocejos que começam a chegar. 

P.S.: Se você sorri quando lembra-se de um certo alguém, se dá vontade de saber como foi o dia desse mesmo alguém, se o número de palavras ou letrinhas trocadas entre ambos foge do controle ou ainda se o céu parece estar colorido com um azul antes nunca visto; já era!