quarta-feira, 26 de junho de 2013

ELA


Ela era uma moleca que não tinha vergonha de dançar pelos corredores, não tinha medo de se expressar e pouco se importava em sair de casa sem antes secar o cabelo negro e comprido. As madeixas ela mesma cortava em frente ao espelho e os únicos detalhes de que fazia questão era ter um salto alto sob os pés e, na bolsa, hidratante para as mãos. A cama era o seu refúgio nos dias que a alegria saía para dar uma volta e emprestar o ombro sempre foi o seu passatempo preferido. O olhar dedurava a sua fragilidade, o perfume de todos os dias revelava a personalidade que sempre foi mais meiga do que ela gostaria. O movimento constante com as mãos enquanto falava indicava o seu jeito ansioso, o esmalte sobre as unhas era sinal da vaidade que carregava consigo. A estatura era pequena, já o coração...

P.S.: "Felicidade é ter o que fazer, ter algo a que amar, ter algo a esperar."

quinta-feira, 20 de junho de 2013

DAS LIÇÕES DO DIA


Tem dias que as lições chegam de forma tão amena e doce que só me resta agradecer duplamente a Deus. Divido com vocês um pouquinho da palestra de ontem por meio desta mensagem profundamente tocante e verdadeira.

"O que mais sofremos no mundo:
Não é a dificuldade.
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber que,
na solução de qualquer problema,
o pior problema é a carga de aflição que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós mesmos." (Totty)

P.S.: Serenidade, tu és bem vinda!

sábado, 1 de junho de 2013

RASTROS


Vou até longe para fugir, mas você está lá. Está lá em cada batida do coração que pulsa no mesmo compasso das canções que carregam a sua voz e que eu escuto para tentar te entender.

Vou até ali para me distrair, mas ali você também está. Na sorveteria que foi palco dos nossos sorrisos, no cinema que preencheu os nossos gostos parecidos, na lanchonete que alimentou mais que nossa fome, na casa que emprestou a calçada para que admirássemos estrelas, como se fossem elas estrelas da TV.

Vim até aqui para enfim me proteger, mas aqui o espaço está saturado de marcas suas. No guarda-roupas ainda tem aquele vestido que usei para agradar os seus olhos, nas fotos tem o  olhar que você teima em colocar defeito, mas que brilha feito vaga-lume, e nos auto-falantes tem Zeca Baleiro, relembrando aquilo tudo que aprendemos juntos.

Apago as luzes e fecho os olhos para esquecer, mas percebo que correr não muda nada, já que é em mim que você faz morada. O que me resta é curtir a saudade de um romance  pela metade.

P.S.: "Que seja da forma mais clara, me dê o teu sim ou teu não, a vida é tão curta  rara, não me prenda a uma ilusão."

segunda-feira, 27 de maio de 2013

PERAÍ, TEMPO


Foto das férias com gostinho de quero mais
Sabe, nós somos os únicos serem capazes de sentir insatisfação e isso é bom porque motiva a necessidade de constantes mudanças e adaptações; então, se eu disser que está tudo perfeito vai ser uma baita mentira. 

Meus planos para a vida quando eu chegasse nas 27 primaveras eram diferentes, não sei se melhores, mas eram outros. Apesar da maioria das pessoas queridas e importantes estarem longe por conta do nosso cotidiano, tenho que agradecer por todas as manifestações de carinho pelo meu aniversário que chegaram até mim mesmo durante as férias tão aguardadas.

Com certeza vocês fazem com que eu continue perseverante na caminhada, aceitando que alguns chegam e ficam, outros estão apenas de passagem e ainda há aqueles que no fundo a gente dá graças a Deus quando saem das nossas rotinas. Pena que o amadurecimento só venha depois de tanto tempo e treino.rs. 

Sou feliz pela pessoa que me tornei hoje e continuo firme e forte na jornada. Obrigada a todos, do fundinho do meu coração geminiano e mole feito manteiga derretida!

P.S.: "Eu não espero nem desespero..."

quinta-feira, 11 de abril de 2013

E VIVA O COMÉRCIO


Acabei de corrigir um texto sobre o "Dia das mães" e agora vi a divulgação de uma comédia sobre o "Dia dos namorados". Será que só eu odeio essas datas comemorativas/COMERCIAIS?

Na Páscoa a gente gasta dinheiro com ovo de Páscoa pra família, pro namorado, mimi, cocó, todo mundo; e, às vezes, como me ocorreu neste ano, acaba tendo que comprar chocolate pra você mesmo. Pra quê? Enriquecer o comércio e afagar o psicológico, claro.

No dia das mães eu sempre fico down, imagina então quem não tem mãe! Depois vem o dia dos namorados, se você estiver num relacionamento vai queimar os miolos pra acertar no presente (correndo o risco de errar e investir dinheiro à toa) e se estiver sozinho, vai passar alguns dias com dor de cotovelo. Depois ainda tem Dia dos pais, Dia do amigo, Natal, etc, etc etc. Socorro, o ano tem 365 dias!

Não é mau humor, talvez eu esteja ficando velha e cansada ou menos tolerante. Acho que vou deixar pra comemorar só o Dia das bruxas.

P.S.: SORTE NO JOGO! Só falta o Penapolense na série D!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

É O MEU PONTO DE "VISTA"

Identidade, cada um tem a sua
Há uma frase que gosto bastante, a qual diz que somos apenas a ponta do nosso próprio iceberg e acho que dificilmente conseguiria encontrar definição melhor esse alguém de quem meus dedos desejam falar.

Quem o conhece como amigo nem sempre percebe que por trás dos sorrisos largos e das piadas diárias há um homem que, por insegurança esconde a sete chaves as próprias fragilidades. Já quem o conhece como profissional emana, mesmo que involuntariamente, admiração. Isso porque são muitas as conquistas pra lá de significativas e que chegaram de forma justa, com empenho e sem usar colegas de trabalho como escada (como muito se vê por aí).

Tem quem o conhece da igreja e não enxerga que, no mesmo bom moço que dá conselhos,  canta e domina as cordas do violão, mora um ser ansioso, cheio de dúvidas e incertezas que o fazem roer as unhas a cada meio minuto. Quem o vê encontrando soluções criativas semanalmente sequer imagina que ele perdeu o pai quando tinha apenas um ano de idade, morou de favor e, em determinado momento, mesmo sendo pequeno e sem ter casa fixa, era o pilar que sustentava a mãe que hoje o paparica.

Ele coleciona prêmios, tem um coração gigantesco e é lindo tanto por dentro quanto por fora, mas a baixa auto-estima ainda não permitiu que ele reconheça o quanto essas qualidades são significativas.

Faz dos hotéis a sua moradia semanal, diz não incomodar-se com a solidão, mas ganha o dia quando uma criança simpatiza com ele e lhe faz companhia por alguns segundos. Diz que não sabe falar "não", mas desconfio que começou a aprender.

Importa-se com a opinião alheia muito mais do que deveria e tem mania de sentir-se culpado ou responsável pelos males comuns ao mundo. Faz a diferença positiva cumprimentando e dando atenção a quem não conhece, coleciona pintas inconfundíveis pelo corpo, tem prazer em palestrar e em dar aulas, e não tem muita tolerância com gente ignorante por acomodação.

Adora assistir entrevistas, cinema e toma leite até quando come pizza. Tem bom gosto para escolher os sapatos que calça, não vive sem telefone e internet, dorme abraçado a um travesseiro, tem memória curtíssima e coça a cabeça sempre que está diante de uma dúvida ou situação inusitada que o faça refletir.

Durante muito tempo foi o mesmo de sempre, foi o que esperavam que ele fosse, e agora a vida o força a dar começo a metamorfoses e a sair do que antes era cômodo, mas nada confortável, para permitir-se a ser ele mesmo: um guerreiro que comete erros e acertos.

P.S.: Todo mundo é uma caixinha de surpresas!

terça-feira, 2 de abril de 2013

MÃO AMIGA

"Ergue a fronte para o alto e conta com Deus"
Todo mundo tem sua própria rotina, suas prioridades e, talvez por conta disso, se esquecem de olhar para os lados e enxergar um irmão que precisa de socorro, de alguém que o ouça, (mesmo que em silêncio), que empreste o ombro ou um minutinho de atenção; que não vai fazer falta a quem oferece, mas pode ser representar significativa diferença a quem recebe. Que os afazeres do dia-a-dia não nos deixem insensíveis diante das mazelas alheias. Hoje você pode não ser você a precisar de uma mão amiga, mas o mundo não para de dar voltas.

P.S.: Depois de três anos, férias chegando. Acho que devo comemorar.