terça-feira, 8 de março de 2011

TEMPO, SENHOR DA RAZÃO

Um casulo. Um casulo que me caiba e nada mais. Só para não ter que praticar o desapego obrigatório quando, na verdade, tudo o que eu queria era mesmo me apegar até não poder mais.

 Um casulo para não ter que fazer escolhas. Não quero decidir. Não agora. Um cantinho que me proteja do quebra cabeça infindável da vida.

Acho que quase todos nós ganhamos esse casulo tão precioso quando criança, mas o tempo chega sem piedade e o leva para longe para que tenhamos que arcar com tudo o que andamos plantando. Tempo, traz o meu casulinho de volta?

P.S.: "Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera, fugir diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim...Não durma antes de sonhar"

segunda-feira, 7 de março de 2011

VIDA QUE SEGUE

Carnaval marcado por despedida dolorida da ponta dos pés até o último fio de cabelo e por visual completamente novo (depois de anos carregando longas madeixas).


P.S.: "E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar"

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PAULISTAS E CARIOCAS

No jeito de falar, no jeito de comer, de beber, de vestir...
Não é preciso prestar muita atenção para perceber quão numerosas são as diferenças entre paulistas e cariocas.

Enquanto na minha terra comemos todo santo dia feijão carioca (aquele marronzinho), no Rio de Janeiro o feijão típico nos pratos é o preto. Chega a ser contraditório que os cariocas não consumam o feijão com o mesmo nome. O vinagrete que acompanha o churrasco é chamado de molho à campanha. Para acompanhar as refeições a bebida favorita é o chá. Isso mesmo ! Chá Matte com pizza, por exemplo é uma combinação comum por aqui.

A maneira de falar também merece comentários. Engana-se quem pensou que eu iria mencionar sobre os érres e ésses puxados do sotaque de quem é do Rio. Carioca não desce do ônibus, ele salta; não entra no trabalho, ele pega no trabalho; não diz semáforo, mas sim sinal. Também não vira à direita, dobra à direita. Não brinca de stop, mas de adedanha. Subir nas costas do outro não é cavalinho, é corcunda.  

Não espere ouvir alguém dizer que vai colocar o copo em cima da mesa porque por aqui, todos botam em vez de colocar. 

Basta dirigir por alguns minutos pelas estradas ou ruas do Rio de Janeiro para notar que o motorista que pretende andar em maior velocidade fica na pista da direita e não da esquerda, como acontece em São Paulo. Até mesmo o uso de atalhos proibidos no trânsito tem denominação por aqui, são as bandalhas.

Só não é diferente entre paulistas e cariocas o amor pelas suas respectivas terras.

P.S.: Recadinho para a amiga que sempre bate cartão aqui no Cantinho....Vamos brincar de vida? Você cuida da sua e da minha cuido eu.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

HOJE EU QUERIA...

Foto: Pamela Miranda
Hoje foi um daqueles dias que batem vontades estranhas lá na curvinha do átrio do coração. Queria muito ter o poder do teletransporte e parar lá em Araçatuba. Assistir TV com os meus pais na sala, deitar no quarto do meu irmão e trocar desabafos até que ele comece a cochilar e depois dormir deitada barriga do meu gato amarelo.

P.S.: Tá na hora de acender o fósforo e clarear a vida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LUGAR DE HOMEM É...

Seria muito machismo pensar duas, três vezes (tá bom, foram mais de quatro) antes de concordar que um empregado doméstico limpe o meu apartamento? É isso mesmo, um homem comandando a faxina. Talvez seja apenas falta de costume com a ideia. 


Vamos ver se ele passa no teste.

P.S.: Por que é que a sexta-feira está demorando tanto pra chegar?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PERCEPÇÃO FEMININA

Mulheres, mulheres...

Querem ser independentes, mas não são felizes sem serem cuidadas. Dirigem com o banco do carro colado ao volante, sentem-se leves depois de irem à manicure, compram na promoção roupas que dificilmente irão usar mais de uma vez.

Lutam pela igualdade no mercado de trabalho mesmo sabendo-se diferentes dos homens (basta surgir a primeira barata voadora para comprovar a distinção entre os gêneros) e hoje são obrigadas a arcar com jornadas duplas ou triplas. Conseguem ser mãe, filha e amiga ao mesmo tempo quando estão apaixonadas. Procuram pelo príncipe encantado, mas decepcionam-se quando descobrem que eles são de carne e osso, traem e soltam pum.

Conseguem colecionar sapatos quase idênticos apenas porque um deles tem uma pedrinha e o outro aquela minúscula fivela que "faz a diferença" e sabem distinguir nude, bege e creme.

E ainda há quem diga que é preciso manual de instrução para nos entender.

P.S.: Cansada depois de um plantão trash e ansiosa pela folga de amanhã. Vemnimim praia!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TODOS OS DIAS É UM VAI E VEM

Chuva durante a tarde sempre provoca em mim uma vontade involuntária de pensar na vida. Às vezes é bom, a gente lava a alma.

Por aqui os planos viraram do avesso e na segundona depois do plantão tem promoção no trabalho. E ainda tem gente que não acredita em Deus, vai entender...

As fotos de hoje foram feitas pela Pamela Miranda. Costumo brincar que ela é uma fodógrafa. Tem o dom!

Na labuta, por Pamela Miranda

Rotina sem rotina, por Pamela Miranda

Pausa para o retrato, por Pamela Miranda

P.S.: "A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim".