terça-feira, 16 de julho de 2013

LIÇÃO DA VEZ

Tenho tentado aprender a não sair cobrindo os buracos para evitar que as pessoas caiam nele. Essa é uma lição difícil, que cutuca o meu senso de justiça, mas as quedas fazem parte do processo de aprendizado pelo qual cada um de nós precisa passar e com o passar do tempo a gente aprende a cair, o número de tombos diminui e as cicatrizes acabam sendo bem menores; não é mesmo?

P.S.: Alguém me belisca?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

RENOVAR SEMPRE

Da série: "Pés livres", em Pernambuco.
Penso que somente depois de aceitarmos as nossas fragilidades e entendermos a importância de pausar, diminuir o ritmo, abrir mão de hábitos ou sentimentos que em nada acrescentam, é que nos encontraremos prontos a olhar para nós mesmos e dar início ao processo de renovação pessoal. Protelar os recomeços e as readaptações (os quais a vida oferece a todo momento) atrasa o nosso preparo para fases melhores e consente que a alegria deixe de morar em nós. E isso é desperdício!

P.S.: Frio na barriga!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

VOEM, PENSAMENTOS

Sorriso desenferrujado
Os pés estão no chão, já os pensamentos...ah, esses teimam cair em desobediência. Tudo bem, nunca fui fã de rotina e clausura mesmo. Além disso, por aqui é permitido tudo aquilo que impede o sorriso de enferrujar. Já são várias as experiências colecionadas durante a vida, mas ainda é tão pouco o meu saber. O que sei é que seu jeito de deitar os olhos sobre mim tem despertado o melhor em meio a essa bagunça amistosa que sou.

P.S.: "Se contudo que tens não é feliz, com tudo que te falta, tampouco..."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

ILUSTRADA

Logo pela manhã fui surpreendida por um presente encantador, esta ilustração repleta de sensibilidade. Ela foi feita por alguém que tem o grande dom de retratar a vida de forma inteligente e divertida! Muito obrigada, Flávio Jta! Você fez o meu dia muito mais feliz!

P.S.: "Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo."

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ELA


Ela era uma moleca que não tinha vergonha de dançar pelos corredores, não tinha medo de se expressar e pouco se importava em sair de casa sem antes secar o cabelo negro e comprido. As madeixas ela mesma cortava em frente ao espelho e os únicos detalhes de que fazia questão era ter um salto alto sob os pés e, na bolsa, hidratante para as mãos. A cama era o seu refúgio nos dias que a alegria saía para dar uma volta e emprestar o ombro sempre foi o seu passatempo preferido. O olhar dedurava a sua fragilidade, o perfume de todos os dias revelava a personalidade que sempre foi mais meiga do que ela gostaria. O movimento constante com as mãos enquanto falava indicava o seu jeito ansioso, o esmalte sobre as unhas era sinal da vaidade que carregava consigo. A estatura era pequena, já o coração...

P.S.: "Felicidade é ter o que fazer, ter algo a que amar, ter algo a esperar."

quinta-feira, 20 de junho de 2013

DAS LIÇÕES DO DIA


Tem dias que as lições chegam de forma tão amena e doce que só me resta agradecer duplamente a Deus. Divido com vocês um pouquinho da palestra de ontem por meio desta mensagem profundamente tocante e verdadeira.

"O que mais sofremos no mundo:
Não é a dificuldade.
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber que,
na solução de qualquer problema,
o pior problema é a carga de aflição que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós mesmos." (Totty)

P.S.: Serenidade, tu és bem vinda!

sábado, 1 de junho de 2013

RASTROS


Vou até longe para fugir, mas você está lá. Está lá em cada batida do coração que pulsa no mesmo compasso das canções que carregam a sua voz e que eu escuto para tentar te entender.

Vou até ali para me distrair, mas ali você também está. Na sorveteria que foi palco dos nossos sorrisos, no cinema que preencheu os nossos gostos parecidos, na lanchonete que alimentou mais que nossa fome, na casa que emprestou a calçada para que admirássemos estrelas, como se fossem elas estrelas da TV.

Vim até aqui para enfim me proteger, mas aqui o espaço está saturado de marcas suas. No guarda-roupas ainda tem aquele vestido que usei para agradar os seus olhos, nas fotos tem o  olhar que você teima em colocar defeito, mas que brilha feito vaga-lume, e nos auto-falantes tem Zeca Baleiro, relembrando aquilo tudo que aprendemos juntos.

Apago as luzes e fecho os olhos para esquecer, mas percebo que correr não muda nada, já que é em mim que você faz morada. O que me resta é curtir a saudade de um romance  pela metade.

P.S.: "Que seja da forma mais clara, me dê o teu sim ou teu não, a vida é tão curta  rara, não me prenda a uma ilusão."